Eles chegam e, especialmente quando são filhotes, fazem a festa de toda a família. Os cãezinhos cativam rapidamente todos os membros do novo lar, mas é preciso impor limites a eles, para que aprendam as “normas da boa conduta”. Mais que uma simples companhia, os cães são amigos verdadeiros. No entanto, todos eles têm manias e alguns têm temperamento difícil. Por isto, muitas pessoas cometem erros na criação.

Educar um cão requer persistência, paciência e carinho, sem a adoção de extremos. Entre os erros mais comuns, estão o excesso de negativas e castigos, e o inverso disto: o mimo exagerado, mesmo quando eles cometem artes ou se mostram agressivos para outras pessoas.

Nem sempre os proprietários são os “culpados exclusivos” pelos defeitos dos pets, mas certamente eles oferecem uma boa contribuição para a criação de cães com condutas inadequadas e mesmo perigosas para a família ou para as visitas. É importante salientar que vícios instalados são mais difíceis do que atuar na prevenção.

 

Começando a ensinar

Quem já teve um filhote de cachorro sabe muito bem que eles são curiosos e, passado um período de adaptação (que pode durar alguns dias, no caso dos mais tímidos), os cães começam a explorar o novo espaço. Este é um dos motivos por que eles aprendem muito rápido.

 

 

Isto não significa, porém, que eles só aprendem coisas boas. A descoberta de um tesouro – como um sapato ou o jornal do dia – significa boas oportunidades de brincar. Por outro lado, determina comportamentos destrutivos.

O ideal é começar a educar os cães entre 45 e 60 dias de vida (os animais de raças de menor porte precisam de um pouco mais de tempo).

Nesta idade – basicamente, a mesma em que a adoção começa a ocorrer –, eles já estão aptos a entender comandos básicos, como “não”, ou “pegue a bola”. Truques mais sofisticados (como sentar-se, dar a pata, rolar no chão, etc.) dependem da raça do cãozinho.

 

Castigos

Os donos, entretanto, precisam tomar cuidado com o excesso de broncas e advertências. As ameaças devem ser totalmente evitadas e banalizar o “não” pode desorientar o animal, que fica sem entender o significado desta ordem. Bons cães quase sempre obedecem aos treinadores, mas é certo que eles não entendem português.

 

 

O treinamento ideal consiste em reforçar os comportamentos que a família considera corretos. Em uma casa, por exemplo, pode ser impensável que o cão suba no sofá; em outra, é comum que ele durma na cama dos seus donos.

Nenhuma das formas está errada: cada um cria os “filhos” da maneira que entende ser a mais adequada. Mas, seja como for, incentivar determinadas condutas, inclusive com prêmios (como biscoitos para cães), para estimulá-los a apreender o que os proprietários esperam que ele faça.

 

Quem ama não machuca

Os cães são animais gregários e entendem a família como uma matilha. Da mesma forma como ocorre na natureza (entre os lobos, por exemplo, que são os ancestrais dos cachorros domésticos), o grupo se organiza de forma hierarquizada.

Há algumas décadas, a violência física era bastante comum na criação e adestramento de animais (este é um dos motivos do banimento de grandes animais, como leões, tigres e elefantes, dos circos brasileiros). Hoje, já se sabe que cães criados com violência tendem a criar um elenco de comportamentos violentos em relação a animais menores e também a bebês e crianças pequenas, exatamente em função da hierarquia que estabelecem.

Em outros casos, os pets se tornam medrosos e tímidos. Aparentemente, isto não é um problema, mas eles podem desenvolver condutas destrutivas, arrasando a mobília, roupas e tudo o que estiver ao seu alcance. Caso sejam reprimidos, podem voltar a raiva contra si próprios, mordendo a cauda ou as patas, desta forma prejudicando a própria saúde.

 

Resistir sempre!

Além de serem grandes auxiliares dos homens em suas tarefas, existe um motivo especial pelos quais os cães se tornaram companheiros inseparáveis dos homens foi a sua docilidade. Na verdade, os animais mais ariscos se afastavam naturalmente e os mais agressivos eram banidos.

Os primeiros cães se aproximaram das fogueiras em busca de aquecimento e restos de comida. Passaram a seguir os grupos humanos nas mais diversas tarefas, de caçar a puxar trenós. Isto aproximou bastante as duas espécies e até hoje, mesmo não sendo mais convocados a desenvolver tarefas árduas, eles continuam esperando recompensas por seu empenho.

Um momento em que eles se mostram mais “sedutores” são as refeições. Todas as raças de cachorro possuem olfato muito apurado – e, por isto, farejam comida muito antes que as panelas comecem a emitir aromas para nós. Um ser humano possui seis milhões de receptores olfativos; um cachorro, por volta de 300 milhões.

Manter um cão ao lado da mesa de jantar é pedir que ele fique choramingando, colocando as patas no colo dos donos, fazendo cara de pidão. É, realmente, uma forma de chantagem. No entanto, além de não sentirem o gosto da comida como nós: o número de suas papilas gustativas é bastante inferior ao dos humanos.

Além disto, os pratos com que nos alimentamos não fazem nada bem aos cachorros. Os temperos que usamos podem provocar problemas de saúde e comprometer inclusive a expectativa de vida. Por isto, na hora do café, almoço e jantar, os cães precisam ficar em outro aposento, até que a família aprenda a resistir às súplicas insistentes.

Em alguns momentos, especialmente os descontraídos, no entanto, é possível “ceder”, oferecendo alguns pedaços de frutas aos cães.

Acostumados desde filhotes, eles podem se deliciar com maçã, tomate e banana. Basta evitar os “aperitivos” muito gordurosos ou muito cítricos. O paladar dos pets é mais reduzido do que o nosso, mas não é inexistente.

 

Falando em comida…

Um erro comum na criação dos cães é oferecer qualquer ração ou imaginar que “todas as marcas são boas”. Realmente, existem produtos de excelente qualidade disponíveis no mercado, com diversas faixas de preço. No entanto, existem opções exclusivas para filhotes, adultos, idosos, obesos, grávidas, por exemplo. O veterinário (o mesmo que aplica as vacinas) pode ajudar a escolher a ração ideal.

Ler os rótulos de produtos especiais é sempre importante. Uma ração com alto teor de sódio é prejudicial e pode causar problemas renais, alguns deles irreversíveis. Por outro lado, um produto indicado para um cão com insuficiência renal, quando oferecido a outro com a saúde normal aumenta o volume e a frequência da micção.

Converse com o veterinário sobre as necessidades alimentares do seu cão. Muitos donos mantêm a tigela de ração sempre cheia, à disposição do animal, mas um adulto saudável precisa se alimentar apenas duas ou três vezes por dia. A oferta permanente aumenta a voracidade e também provoca dificuldades.

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